Celebração da Independência leva estudantes, bandas e projetos para a Rua Rossine Quintanilha Chagas e reforça uma história que voltou a fazer parte da identidade do bairro
A Rua Rossine Quintanilha Chagas se transformou em uma grande passarela cívica na manhã desta sexta-feira (11), no bairro da Penha, em Campos dos Goytacazes. Escolas, bandas e projetos da comunidade participam do desfile em comemoração à Independência do Brasil, mantendo viva uma tradição que, nos últimos anos, voltou a ganhar força entre os moradores do bairro. (PAE)
Mais do que uma extensão das comemorações do 7 de Setembro, o desfile da Penha tem um significado próprio. É uma celebração feita dentro do bairro e protagonizada, principalmente, por quem vive ali. Crianças e adolescentes deixam as salas de aula e ocupam a rua, enquanto as escolas apresentam à comunidade parte do trabalho desenvolvido ao longo do ano.
A história recente ajuda a explicar essa relação. Em 2023, a realização do desfile foi marcada justamente pela retomada da tradição na Penha. Naquele ano, escolas públicas e particulares, projetos sociais e bandas voltaram a percorrer a Rua Rossine Quintanilha Chagas, reunindo a comunidade em torno das comemorações cívicas.
A mobilização continuou crescendo. Em 2025, cerca de 15 creches e escolas da região participaram do desfile, consolidando a Penha como um dos pontos das comemorações da Independência fora da programação central da cidade.
O que nasceu e se fortaleceu nas ruas ganhou também reconhecimento oficial. Em dezembro de 2025, a Lei Municipal nº 9.728 incluiu o Desfile Cívico da Penha no Calendário Oficial de Eventos de Campos dos Goytacazes, garantindo sua realização anual no mês de setembro. Entre os objetivos previstos na própria legislação estão a valorização das escolas, projetos sociais e bandas, além do fortalecimento da história, da identidade cultural e do sentimento de pertencimento da comunidade. (Prefeitura de Campos)
Por isso, o desfile realizado nesta sexta-feira carrega um simbolismo especial: é o primeiro depois da inclusão da celebração no calendário oficial do município.
Neste ano, participam unidades como as creches-escola municipais Francisco Cordeiro Pereira e Professora Regiane Ribeiro Gonçalves, as escolas municipais José Carneiro Terra e José do Patrocínio, além de instituições das redes estadual e particular, projetos comunitários e bandas escolares. O percurso acontece pela Rua Rossine Quintanilha Chagas, com concentração no trecho que segue até a ponte da Penha. (PAE)
A programação de 2026 tem como tema “Cuidar da Cidade: o papel de cada um, a responsabilidade de todos” e leva os desfiles do Mês da Pátria para diferentes regiões de Campos. Depois do evento central realizado no Cepop, a Penha é a primeira comunidade a receber a programação descentralizada neste ano. (PAE)
Na Penha, porém, o significado vai além do calendário.
A cada escola que passa pela rua, a cada banda e a cada criança que participa, o bairro reafirma uma tradição construída pela própria comunidade. Uma celebração que aproxima gerações, valoriza as escolas locais e transforma a comemoração da Independência em uma manifestação de pertencimento.
Mais do que assistir a um desfile, a Penha vê sua própria história passar pela rua.





