Retaliação iraniana com mísseis e drones provoca estado de emergência em Israel
Israel e os Estados Unidos iniciaram neste sábado (28) uma ofensiva militar coordenada contra o Irã, marcando uma escalada significativa nas tensões no Oriente Médio. As forças armadas de ambos os países bombardearam alvos em múltiplas cidades iranianas, incluindo Teerã, Isfahan e Tabriz, com o objetivo declarado de neutralizar capacidades militares, de mísseis e de defesa do governo iraniano. Explosões foram ouvidas em várias províncias do Irã, e as telecomunicações em Teerã foram severamente impactadas nas primeiras horas da operação.
Em resposta à ofensiva, o Irã lançou um ataque em larga escala contra Israel, disparando dezenas de drones de ataque, informou o Exército iraniano. O primeiro ataque significativo de drones contra território israelense representa um novo capítulo no conflito, com as forças de segurança israelenses reforçando a vigilância em áreas fronteiriças, especialmente ao longo dos limites com o Líbano e a Síria.
Diante da ameaça de ataques retaliatórios, o governo israelense declarou estado de emergência em todo o país. Escolas, órgãos públicos e locais de grande concentração foram temporariamente fechados ou tiveram reuniões canceladas, e o sistema de defesa aérea foi mobilizado amplamente para interceptar projéteis e drones lançados em direção ao território israelense. Autoridades também chamaram dezenas de milhares de reservistas para reforçar as defesas.
O foco inicial da ofensiva conjunta foi infraestrutura militar iraniana considerada crítica, em um momento em que líderes de Tel Aviv e Washington afirmam que o programa de mísseis de longo alcance do Irã representa uma ameaça “existencial”. A ofensiva segue um histórico de hostilidades que remonta a confrontos anteriores na região, com ambas as partes trocando ataques e retaliações.
A escalada também provocou reações internacionais. Países como a Rússia criticaram os ataques como uma “agressão injustificada” contra um governo soberano e pediram a retomada de negociações diplomáticas, enquanto outras nações expressaram preocupação com o potencial de uma conflagração mais ampla no Oriente Médio.
Até o momento não há confirmação oficial sobre o número total de vítimas civis e militares, e as partes envolvidas mantêm declarações conflitantes sobre os objetivos e resultados das ações. A situação continua fluida, com cidades no Irã e em Israel em alerta máximo e medidas de segurança reforçadas em toda a região.
Redação Norte+











