A BR Offshore anunciou a retomada do projeto do complexo portuário e estaleiro naval em Barra do Furado, no Norte Fluminense, com investimento estimado em R$ 850 milhões. O lançamento oficial será realizado neste sábado (21), às 9h30, com a cerimônia da pedra fundamental.
Localizado na divisa entre Campos dos Goytacazes e Quissamã, o empreendimento prevê a construção de um terminal portuário e de um estaleiro voltado principalmente à reciclagem e ao desmantelamento de embarcações e plataformas, segmento em expansão no mercado global.
Segundo o presidente da BR Offshore, Ricardo Vianna, a retomada marca uma nova fase do projeto, agora alinhada às demandas atuais da indústria naval.
“Estamos retomando um projeto estratégico para o Norte Fluminense, com potencial de gerar empregos e movimentar a economia local”, afirmou.
O complexo foi originalmente lançado no início da década passada, mas teve as obras interrompidas em meio à crise do setor de óleo e gás e aos impactos da Operação Lava Jato.
Agora, o projeto retorna com um novo modelo de negócios, voltado à economia circular e ao ciclo de vida de estruturas offshore, especialmente com o avanço das atividades de descomissionamento no Brasil.
“O mercado de desmantelamento de embarcações e plataformas está em expansão, e o Brasil tem potencial para ocupar esse espaço”, destacou Vianna.
A retomada ocorre em um momento de crescimento da demanda por descomissionamento de plataformas de petróleo, processo que envolve a desmontagem de estruturas que chegaram ao fim da vida útil. No Brasil, esse mercado tende a ganhar força nos próximos anos, especialmente na Bacia de Campos, onde há um volume relevante de unidades em fase de desativação.
Além da reciclagem naval, o complexo também deve atender operações offshore e se posicionar para futuras demandas ligadas à energia eólica em alto-mar, segmento ainda em desenvolvimento no país.
A expectativa é de que o empreendimento gere cerca de 800 empregos diretos e até 3,2 mil indiretos quando estiver em plena operação. A retomada reacende a perspectiva de dinamização econômica no Norte Fluminense, região historicamente ligada à indústria do petróleo e que busca ampliar suas frentes de desenvolvimento.
“A retomada do projeto representa uma oportunidade concreta de desenvolvimento para a região”, afirmou o presidente da empresa.
A previsão é que as obras avancem ao longo de 2026, com início das operações entre 2027 e 2028.


















