Coordenadora de parcerias regionais da Embratur afirma que Norte Fluminense se consolida como pólo de turismo de negócios

O Norte Fluminense avança como um dos principais polos emergentes de turismo de negócios no país, impulsionado por uma nova onda de investimentos no setor de óleo e gás e pela retomada de projetos estruturantes na região. A avaliação é da coordenadora de parcerias regionais da Embratur e ex-prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco, ouvida pela reportagem.

Segundo ela, o lançamento do Terminal de Serviços e Logística da Barra do Furado representa um marco para a economia regional, ao reposicionar o território dentro da cadeia produtiva de energia e abrir novas frentes de desenvolvimento.

“O projeto inaugura uma nova fase para o Norte Fluminense, conectando infraestrutura logística à geração de negócios e à atração de investimentos”, afirmou.

De acordo com Fátima, o momento é favorável à consolidação do turismo corporativo, especialmente diante do volume de recursos previstos para o setor. A Petrobras anunciou cerca de US$ 24 bilhões em investimentos em campos maduros, com impacto direto na Bacia de Campos, o que deve ampliar a circulação de empresas, técnicos e investidores na região.

Eventos como a Macaé Energy, realizada na semana passada após um período sem edições desde 2019, reforçam esse cenário. Considerada uma das principais feiras do setor de óleo e gás no país, a retomada do evento voltou a reunir empresas, fornecedores e investidores, impulsionando o Norte Fluminense como um polo estratégico do turismo de negócios ligado à cadeia energética.

Na avaliação da coordenadora, esse conjunto de fatores tem efeito direto sobre o turismo de negócios, com aumento da demanda por hospedagem, transporte, alimentação e serviços, além da ampliação do calendário de eventos corporativos.

“Estamos diante de uma oportunidade concreta de posicionar a região como referência em turismo de negócios, conectando energia, logística e serviços em um novo ciclo de desenvolvimento”, destacou.

Fátima Pacheco afirmou ainda que já iniciou articulações com entidades como a Ompetro e o Cidenf, e que está em fase de organização uma reunião com os governos de Quissamã e Campos dos Goytacazes para estruturar estratégias voltadas ao setor.

“A ideia é integrar esforços para transformar esse cenário em desenvolvimento concreto, com geração de empregos e fortalecimento da economia regional”, explicou.

Para ela, o desafio agora é consolidar esse movimento em resultados práticos e ampliar a visibilidade do Norte Fluminense no cenário nacional e internacional.

Redação: Norte +

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