Ricardo Couto exonera nomes-chave e promove desmonte do núcleo de Castro no governo

O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, deu mais um passo relevante na condução do estado ao exonerar o presidente da Cedae, Agnaldo Ballon, ligado ao grupo do ex-governador Cláudio Castro.

A decisão é o movimento mais recente de uma sequência de ações que vêm chamando atenção nos bastidores do poder.

Amparado por decisão do Supremo Tribunal Federal que garantiu plenos poderes ao comando interino, Couto tem avançado sobre áreas estratégicas da administração estadual.

As mudanças na estrutura do governo se intensificaram nos últimos dias e atingem diretamente o núcleo da gestão anterior. Além da exoneração de Ballon na Cedae, o governador em exercício também dispensou o secretário-chefe da Casa Civil, Rodrigo Abel, outro nome ligado ao governo Cláudio Castro.

O movimento, no entanto, não começou agora. Desde os primeiros dias à frente do Executivo, Couto já havia promovido alterações em áreas estratégicas, como a Secretaria de Governo e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Nesse mesmo contexto de mudanças, o Rioprevidência também passou por alteração no comando. O afastamento do então presidente interino foi solicitado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, no âmbito de investigações sobre um aporte de R$ 118 milhões em três fundos de investimento não credenciados, em desacordo com normas do Conselho Monetário Nacional.

A ação também requer o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens de envolvidos, incluindo gestores e instituições financeiras, para recomposição do fundo previdenciário estadual.

Para o comando do Rioprevidência, foi indicado o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Baptista, com mais de 25 anos de experiência jurídica, doutorado pela Uerj e formação pela London School of Economics.

Na prática, a sequência de decisões indica um avanço sobre a estrutura administrativa herdada e reforça o desmonte do núcleo político do governo anterior dentro da máquina estadual.

Além das mudanças, Couto determinou um pente-fino geral na máquina pública. Em ato normativo, estabeleceu prazo de 15 dias para que todas as secretarias, autarquias e empresas do estado informem contratos em vigor, valores, prazos, serviços prestados e estrutura de pessoal.

A medida é tratada como um choque de transparência e deve permitir uma revisão ampla das despesas e compromissos assumidos pelo governo.

Nos bastidores, a leitura é de que o desembargador não apenas assumiu o cargo, como passou a tomar decisões que ampliam seu espaço no Executivo.

Inicialmente visto como uma solução transitória, o governo interino começa a ganhar novos contornos à medida que Couto avança em áreas sensíveis e imprime seu ritmo na gestão.

Interlocutores avaliam ainda que, diante do cenário de incertezas sobre a sucessão no estado, os movimentos também podem dialogar com o campo jurídico e institucional, abrindo margem para uma permanência mais longa no comando do governo.

O que era esperado como uma transição rápida passa a ser observado com mais atenção nos bastidores do poder.

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