O Senado Federal rejeitou, na última quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Messias não alcançou os 41 votos necessários no plenário e teve o nome barrado após votação marcada por divisão entre os senadores.
A decisão marca um fato histórico: é a primeira rejeição de um indicado ao STF desde a Constituição de 1988.
Nos bastidores, a indicação já enfrentava resistência desde o anúncio. Parte do Senado demonstrava desconforto com o nome escolhido, cenário que se consolidou ao longo das articulações. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, foi um dos principais críticos da indicação e nunca chegou a apoiar publicamente Messias, o que influenciou o ambiente político e dificultou a construção de maioria. A falta de alinhamento dentro da base governista, somada à atuação de senadores independentes e de oposição, foi determinante para o resultado.
A rejeição ocorre em um contexto em que o Supremo Tribunal Federal e o Judiciário vêm tendo atuação crescente em temas políticos nos últimos anos. Nesse cenário, o Senado passa a buscar maior influência nas indicações, deixando de apenas confirmar nomes e assumindo papel mais ativo na escolha dos ministros.
Com a rejeição, a vaga no Supremo Tribunal Federal permanece aberta, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá indicar um novo nome. O indicado passará novamente por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e votação no plenário do Senado Federal.


















