A Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) na manhã desta terça-feira (05), em Campos dos Goytacazes. A ação faz parte da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de corrupção e desvio de verbas da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), com foco em licitações de escolas no Norte e Noroeste Fluminense.
Além do parlamentar, outras pessoas também foram presas durante a operação, que cumpriu mandados de busca e apreensão em 21 endereços ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava empresas de fachada para vencer licitações direcionadas e, posteriormente, realizava a lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis e investimentos imobiliários, ocultando o superfaturamento de contratos de reformas e fornecimento de materiais escolares.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da Polícia Federal com aval da Procuradoria-Geral da República. Na decisão, o ministro aponta indícios de atuação de uma organização criminosa estruturada, com prática reiterada de crimes como corrupção e peculato.
Apesar do impacto da prisão, a eventual análise sobre a manutenção ou revogação da medida não deve ocorrer de forma imediata. Diferente de prisões em flagrante, a prisão preventiva segue rito próprio e deve ser encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde o deputado poderá apresentar defesa.
O caso segue em investigação.
Nota Oficial
A defesa de Thiago Rangel informou que recebeu a operação com surpresa e que está tomando conhecimento dos autos. Em nota, afirmou que o deputado nega qualquer irregularidade e que prestará esclarecimentos no curso do processo, destacando confiança nas instituições e no devido processo legal.


















