Segurança Presente passa para a PM e levanta debate sobre modelo de proximidade no RJ

Mudança ocorre após revisão interna e gera questionamentos sobre possível alteração no perfil do programa

A Operação Segurança Presente passou oficialmente a ser gerida pela Secretaria de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. A mudança, segundo o governo, busca integrar inteligência policial e metas de produtividade para tornar a atuação mais eficiente nas ruas, mantendo a proposta de proximidade com a população.

A decisão ocorre em meio a um processo de revisão interna. Informações recentes indicam que a atual gestão, sob comando do governador em exercício Ricardo Couto, identificou indícios de irregularidades e falhas administrativas no programa. O cenário reforçou a necessidade de reestruturação e maior controle operacional, segundo o governo.

Criado em 2015, ainda como “Centro Presente”, durante o governo de Luiz Fernando Pezão, o programa surgiu com foco na região central da capital e com um modelo diferente do policiamento tradicional. A iniciativa foi estruturada com apoio da Fecomércio RJ e tinha como base a presença constante, a prevenção e o contato direto com a população.

Ao longo dos anos, o programa foi ampliado e passou a atuar em diferentes regiões do estado. A expansão ganhou força especialmente durante a gestão de Rodrigo Bacellar à frente da Secretaria de Governo, período em que novas bases foram implantadas e o Segurança Presente chegou com mais intensidade ao interior, incluindo cidades do Norte Fluminense.

Criado com uma lógica de proximidade, o programa se consolidou por priorizar a mediação de conflitos, a presença contínua nas ruas e o atendimento direto ao cidadão. Em cidades como Campos dos Goytacazes e Macaé, o modelo ganhou confiança justamente por fugir de uma atuação mais repressiva.

Com a nova gestão, o principal ponto de debate é se esse perfil será mantido. A integração à estrutura da Polícia Militar levanta questionamentos sobre possíveis mudanças na forma de atuação, aproximando o programa da lógica operacional dos batalhões.

Entre os pontos de atenção está o impacto das metas de produtividade mencionadas pelo governo, que podem influenciar o foco das ações nas ruas. O receio é que a busca por indicadores como prisões e apreensões acabe reduzindo o espaço para a mediação e o atendimento comunitário.

No Norte Fluminense, a mudança gera incerteza sobre o funcionamento das bases locais. A dúvida é se haverá manutenção da autonomia de atuação ou se as equipes passarão a operar de forma mais alinhada aos batalhões da região, como o 8º e o 32º BPM.

O governo afirma que o modelo de proximidade será preservado, agora com suporte técnico da PM. Os próximos meses devem indicar, na prática, se o programa manterá seu perfil original ou passará por mudanças mais profundas.

Fonte: Governo do Estado do RJ / apuração

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