Pesquisa aponta aumento de leitores e avanço entre jovens
O número de consumidores de livros no Brasil cresceu em 2025 e chegou a 18% da população com mais de 18 anos, segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen BookData . O índice representa um aumento de 2 pontos percentuais em relação a 2024 e cerca de 3 milhões de novos leitores no país.
O estudo considera pessoas que compraram ao menos um livro, impresso ou digital, ao longo do ano, e indica um avanço consistente do mercado editorial brasileiro, impulsionado por uma combinação de fatores que envolve editoras, livrarias, autores, influenciadores e iniciativas de incentivo à leitura.
O crescimento foi puxado principalmente pelo público jovem. Na faixa entre 18 e 34 anos, houve aumento significativo no número de leitores, cenário que acompanha o avanço das redes sociais como porta de entrada para o consumo de livros, ampliando o alcance da literatura por meio de recomendações e comunidades digitais .
As mulheres seguem como maioria entre os consumidores, representando 61% do total. Dentro desse recorte, mulheres negras da classe C aparecem como o grupo que mais consome livros no país, segundo a pesquisa.
Entre os destaques do mercado estão os livros de colorir, que alcançaram cerca de 11 milhões de compradores em 2025, além de títulos de ficção voltados ao público jovem, que também tiveram papel relevante no crescimento das vendas.
Mesmo com o avanço do digital, o livro impresso ainda predomina. Na última compra, 80% dos consumidores optaram pelo formato físico, enquanto 20% escolheram versões digitais. As redes sociais também se consolidaram como canal de compra, sendo utilizadas por mais da metade dos leitores.
Apesar do crescimento, o levantamento aponta desafios importantes para a expansão do setor. Entre aqueles que não compraram livros no último ano, o preço elevado aparece como principal barreira, além da falta de livrarias próximas. Também há um número relevante de pessoas que acessam conteúdos gratuitos, muitas vezes associados à pirataria, o que indica uma demanda reprimida no mercado.
As livrarias, por sua vez, seguem desempenhando papel importante na experiência do leitor. Para muitos consumidores, esses espaços vão além da compra e são associados a momentos de lazer, descoberta e conexão com a cultura.
O cenário mostra um mercado em expansão, mas ainda com desafios estruturais ligados ao acesso, preço e distribuição, que podem definir o ritmo de crescimento nos próximos
Fonte: Agência Brasil


















